quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Massa à carbonara
sábado, 26 de junho de 2010
Estar em casa e beber uma cerveja, comer uma pizza com alguém que eu goste. Estar em casa e poder ler o livro que eu quero, bastanto para isso tirar ele da minha estante. Encotrar alguém especial de repente. Jurar que nada vai acontecer e resolver sair do nada, ter uma noite maravilhosa, receber uma ligação inesperadal. Comer uma comida gostosa, fazer uma coisa gostosa. Ganhar carinho, ter uma conversa boa, dar carinho, receber um presente, dar um presente. Viajar, ganhar um dinheirinho extra, trocar de trabalho, mudar os planos, mudar mil vez de plano. Me sentir enquadrada, me sentir deslocada. Escrever livremente sem pensar em quem vai me julgar, ou me ler. Escrever sobre o que eu gosto, sobre o que me deixa feliz numa noite em que não preciso fingir.
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Aí eu fiquei pensando sobre os meus objetivos de vida. Já me desesperei por isso. Já chorei, já procurei ajuda. Todas as pessoas que pouco me conhecem dizem que estou no lugar errado e me escutam. Os que bem me conhecem não aguentam mais a ladainha de Debbie Noble, a garota que não se encontra e não sabe o que quer. Eu não sei, porra, eu não sei mesmo. Toda vez que acho que estou bem em algum projeto de profissão alguma coisa muda. Toda vez que entro num novo lugar me empolgo e quero deixar todo o resto pra trás. Insatisfação crônica, meu irmão diz. Deixa de ser mimada, diz minha mãe. Capricho, loucura ou tesão pelo novo? Querer mudar a todo instante não é, mesmo, normal? Podia jurar que era. Fazeroquê?
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
E o que mais eu tenho feito na vida se não isso?
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Quero tudo. Quero mais do que tenho e já tive. Quero tudo tudo tudo.
Todo dia tento me dar mais do que tenho em mãos, tento não me contentar, tento não ficar inerte. Porque quero tuuuudo, do jeito mais louco e mais forte que possa haver. E quem mais pode me dar tudo tudo tudo se não eu mesma?
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Então eu quero que falte, pra eu ter que correr atrás, pra eu ter que acordar dessa realidade tão mágica que eu vivo às vezes, e mesmo na luta, com tudo aquilo de difícil que aparece nos meus dias, eu me sinto bem.
Puta que pariu eu sou feliz.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Mas se eu não me importar, tanto faz...Não sentir culpa é o primeiro passo pra não se importar. E eu passo a passo vou aprendendo a guiar minha vida. Opa, eu mesma me dou lições de moral, será que não me importo mesmo???
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Simples.
O futuro está ali, logo ali, quanto mais pra frente se olha, mais perto se vê. Não coloque o sonho em lugar tão alto, ele voa sozinho. Coloque exatamente na sua frente, para que quando for caminhar, para frente, ele esteja onde suas mãos possam alcançar.
Simples assim.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Tudo isso tinha passado, uma nova vida começava, mas Ela sabia que só começaria se fosse capaz de fechar a vida que tinha atrás de si.
Realizada. Incompleta de uma forma totalmente positiva, feliz de tão desencontrada, de tão perdida, realizada. Era isso que a completava, era a busca diária por algo diferente, por novidades, por paixões de um dia, uma noite. E depois de tudo, se sentisse aquela saudade, sabia que tinha um bom livro, uma boa música, uma boa comida e bons amigos. E o que mais nos dá prazer não é mesmo as alegriazinhas do dia a dia?
E o sonho maior, aquele que a cada dia se tornava mais colorido para Ela, esse sim, movia o mundinho egoísta em que Ela vivia. O mundinho que, por sinal, ela amava.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
gosto disso de ter um lugar que não seja o word nem um bloquinho velho para escrever, pq ao mesmo tempo que é tão meu (pq sou egoísta), e talvez ninguém veja mesmo, tá tão aberto pro mundo.
Ok, divagações à parte..
"Pq não escreveu cedo?", perguntou minha mãe agora. Como se tivesse hora pra escrever o que dá na telha.
Ela interrompeu meu fluxo de inspiração. Ainda bem que isso aqui é só meu. Todo meu. Sou bem egoísta às vezes, e quem não é?, difícil é assumir. Sou revoltada também, hoje quero queimar um sutien, mas um bem moderno, com alça ajustável para cada tipo de blusa e que fecha na frente. O meu abre mais do que fecha, mas isso é outra história.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Hoje cheguei na aula desanimada, sono pegando, 07:30 da manhã em viamão. Entrei emburrada, sentei no fundo da sala. Abri o caderno, não prestei atenção em nada, procurei coisas a ler que me distraíssem e fizessem o tempo passar mais rápido. Pensei que ia ser um daqueles dias emque nada dá certo.Tinha certeza de que ia ser um desses dias. Lembrei do dia anterior, do quanto estava angustiada, sei lá. Uma confusão de pensamentos que me agoniavam ontem, hoje uma tristeza injustificável, considerando que a minha vida vai bem (diz-se que a vida "anda bem" quando todos os campos dela estão em perfeita harmonia, o que é quase impossível pq se a gente tem bons amigos e não se irrita com eles, e um bom emprego com grana sobrando provavelmente não temos namorado, pegada, ou afins e a guerra familiar estará em sua fase mais sanguinária. O contrário também é mais do que válido.), enfim, loucura e raiva tomando conta do meu ser instável, e eu completamente SURTADA. Quando terminei de pensar todas essas merdas, já eram 8:45, o tempo tinha passado e eu tinha encontrado uns escritos antigos no fim do caderno. A data, não sei se dizia, mas eu tenho certeza que era por julho, é, tava escrito na folha. Que eu me lembrasse, tudo corria perfeito na minha vida em julho. Tipo essa harmonia que tá rolando por agora, que é bom nem falar pra que os olhos alheios não recaiam sobre nossa humilde felicidade. Enfim, pensei muito sobre porquê eu tinha escrito altos desabafos e linhas realmente inspiradoras para mulheres em crise de relacionamento, ou de outros campos da vida, se eu só sei escrever bem quando não estou bem. E por que eu só escrevo bem quando não estou bem, a felicidade não é inspiradora?
A resposta, minha cara Debbie, é uma só: TPM. E eu que achava que não tinha essas frescuras de "mulherzinha". TPM, Ela alucina tua cabeça, ela te faz ver tudo distorcido, te enlouquece de forma descontrolada, ela te inspira. TPM. Por favor, apenas uma semana de inspiração me basta!
sábado, 9 de agosto de 2008
COTIDIANO
Sentia-se burra e desconfiante de si, não sabia mais o que queria nem quem era, e achou tudo isso tão banal e pós-moderno que resolveu parar de sentir pena de si mesma.
Levantou da cama com aquela música de despertador alucinando sua cabeça, as coisas em volta giravam e ela via pontinhos estrelados como via muitas vezes em outras situações cheias de prazer. Tomou café e odiou tudo o que engolia, que continha o sabor amargo de todo dia. Sentiu um enjôo e o gosto nojento de vômito vindo a levou às pressas para o banheiro. Vomitava aquilo tudo que engolira hoje, ontem e sempre.
Ela agora poderia estar pensando que se transformaria numa barata, porque sabia os sintomas e porque sua cabeça tinha um ritmo doido que a fazia pensar mil coisas absurdas num segundo. Mas hoje pensava em nada. Pensava no nada que era a sua e a vida de milhões de outras pessoas. Pensava a que lugar chegaria sendo esse nada que era. Era tão nada e nada continuaria sendo que sabia o tamanho de sua banalidade no mundo, e sabia que essa era mais uma crise infernal que resolve chegar nos momentos em que mais precisa de forças..e tinha certeza de sua banalidade.
O que pessoas não banais fazem, o que elas pensam? Quem não é banal?
Demorou mais uma hora e meia naqueles pensamentos não funcionais enquanto se arrumava para ninguém. Saiu de casa naquele ritmo acelerado, indo para nenhum lugar, ou para o mesmo lugar de sempre, automática, inconsciente. O coração ainda apertava no peito sem dizer porque, o estômago ainda revolvia, e as pernas continuavam andando em total descompasso, o corpo todo não demonstrava coerência nenhuma com sua mente. Atravessando ruas, passava por figurinos interessantes que talvez escondiam a mediocridade interna daquelas pessoas.
Chorou mais, chorou intensamente no meio da rua, sem explicação nem entendimento. Queria descobrir o que movia o mundo, o que fazia todas aquelas pessoas sairem para a rua tão cedo e voltar para casa tão tarde, sem nenhum prazer, sem...
Voltou para casa, dormiu até não sentir mais sono e voltou a dormir. E quando acordou, cansada de dormir, foi até a janela, olhou a imensidão no céu, a escuridão da noite, as luzes do aeroporto brilhando...E sorriu.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Todas as vezes aquilo acontecia: meu coração disparava, minhas mãos tremiam e suavam durante quase duas horas. Eu sabia que mil vezes fosse ali, mil vezes sairia com as pernas bambas, como se houvesse sido agredida. No entanto, era uma sensação tão gostosa. Eu sentia a vibração daquelas milhares de pessoas com os olhos arregalados, sentia o chão tremer, parecia que tudo ao meu redor desmoronaria e, ao mesmo tempo, havia uma espera angustiante por trás de tanta euforia.
Era minha paixão. Quem não gosta de futebol pouco pode compreender de um amor tão fiel, capaz de durar toda a vida. Poucas paixões eram tão duradouras: a de namorados terminava em meses, ou até mesmo semanas. A de esposos, por mais que durasse, não tinha a garantia de fidelidade eterna, assim como a de irmãos, amigos. Nenhuma poderia ser tão intensa, duradoura e avassaladora como essa.
Quarta-feira, 21h45min. Apita o juiz. As palmas na arquibancada começam e, pouco a pouco, contagiam uma torcida inteira. O vermelho vibrante me emociona, meus olhos já começam a encher de lágrimas. Sei que ainda não é hora de extravasar as emoções, mas era essa minha vontade. Atenção total em cada lance, o olho capta cada movimento da bola e consegue também observar tudo em volta dela. Meu olho já está treinado a essas situações. Agora consigo ver a jogada em campo e o outro lado da arquibancada. Procuro meu ídolo em meio a tantos jogadores, pois sei que ele é capaz de ser imprevisível e aparecer de onde menos espera-se.
De repente, a monotonia é o destaque do jogo. Passes errados, poucas chances de gol, o público sentado. Tédio. Esse é o brilhante mundo do futebol, pensava eu. Tudo se encaminha para um empate sem brilho. Fim do primeiro tempo.
Na segunda etapa tudo volta a brilhar. As mesmas sensações percorrem meu corpo, como a indicar algo que está por acontecer. As chances de gol aumentam, meu coração volta a bater, como o coração do estádio, que vibra na intensidade daquela torcida.
Olho o relógio: 40 minutos já se passaram, nada mudou no placar. Impaciente, procuro o chão com os olhos, algo aperta o meu peito. Não sinto as pernas, nem tampouco os braços. Penso em entregar-me à fraqueza, mas a vontade de continuar sentindo aquela emoção louca é maior.
No milésimo de segundo em que pensava tudo isto, meu olhar se desprendeu da bola, do campo – perdi meu ídolo de vista – meu coração acelerou, o público gritava algo quase incompreensível, minhas mãos formigavam, minha vista embaçou. Gooooooooool!
Tudo estava decidido: o jogo, o futuro do meu time naquela competição, a paixão que inundava a alma de cada torcedor ali e em outras partes do mundo e, lamentavelmente, minha nova vida de torcedor, até então habituado ao agito próximo ao campo.
Não fui capaz de segurar a fraqueza naquele momento. E o coração, cotidianamente entregue às maiores emoções, me impedia agora de voltar ao estádio.
sábado, 3 de maio de 2008
E o mês das tempestades resolveu aparecer...
E essa chuva que, com tanta violência, me aquieta em casa, aninhada com meu muchachito, me inspira a escrever...
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Sempre tive a ligeira idéia de que só a sorte trazia felicidade. Algo como “elas andam lado a lado”, sabe? Como se nessa corrida louca que é a vida só as pessoas afortunadas chegassem na reta final vitoriosas, e para isso contavam com uma ajudazinha do destino. O mais curioso disso é que eu, de fato, não estava incluída nesse seleto grupo de “sortudos” que, sem fazer esforço algum, alcançavam tudo o que queriam. Era como se, para esses, o simples fato de desejar fosse sinônimo de acontecer. E eu comparava minha sorte, ou falta dela, com os acontecimentos mágicos da vida de minhas amigas, procurando entender porque nada acontecia facilmente para mim.
Se o bingo na escola sorteava brindes que toda criança queria, eu não ganhava nada, ou levava para casa um lindo imã de geladeira para minha mãe. Se minha equipe nas gincanas entrava como favorita, saía como o azarão. E dos infortúnios clássicos da infância, passei para a adolescência sem muito ver minha estrela brilhar, e só aí notei que o acaso não andava ao meu lado.
Constatado o problema, me restava encontrar a solução. E tentando encontrá-la, me conformei pensando em talvez alcançar tudo que me realizava por outro caminho, que não o da sorte. Acreditei, então, que eu deveria ser compensada de alguma forma, assim como cegos têm outros sentidos aguçados, minha total falta de sorte poderia ao menos me dar algo
Foi a partir desse momento que criei teorias envolvendo sorte, memória e felicidade, pois notei que minha grande amiga e eu juntas éramos a personificação daquelas. Se eu tinha muito azar e muita memória e minha amiga era possuidora do famoso “bumbum virado pra lua”, mas não possuía capacidade de recordação alguma, só podia ser verdade que quem ganha um pouco de sorte deve ceder algo. No meu caso e no dela, então, a memória entrava
Passei a poder tranqüilamente chegar na parada de ônibus e saber que não acabava de perdê-lo, pelo contrário, ele chegava na hora exata em que eu precisava. A chuva não me pegava mais desprevenida, podendo eu sair de casa sem sombrinha e ela parar quando eu fosse me deslocar. O que eu perdia, encontrava; quando precisava, me encontrava na hora e local certos, onde as pessoas certas estavam, os momentos aconteciam, pois, como mágica. Era a sorte que andava ao meu lado agora, fazendo a minha vida acontecer da forma que eu desejava. E esse sempre fora meu ideal de felicidade.
Não decidi abrir mão daquilo que julgava ser uma das minhas maiores características, mas, inevitavelmente, passei um pouco da minha capacidade de registro àquela cujo destino estava um tanto facilitado, no exato momento em que me tornei uma pessoa de sorte. Creio que apenas me foi emprestado seu mar de chances, pois logo tive que devolvê-lo. Sim, finalmente havia me tornado a pessoa de sorte que queria, mas eu já não lembrava das coisas da mesma forma e isso passou a me incomodar. Mesmo assim eu me divertia com a situação, brincando com todos que bastava encostar em mim para ter mais sorte. Será que não foi assim que a perdi novamente?
De qualquer forma, apesar da rapidez dos acontecimentos e de tão logo ter voltado à minha sina, procuro hoje me divertir com essa história um tanto mágica e com os insucessos do dia-a-dia. Quanto à minha amiga, continua a mesma desmemoriada de sempre, e jura não ter problemas com seus lapsos de esquecimento.
Não provoco mais o destino, deixei de lado as teorias e tão pouco desejo trocar de lugar com qualquer “agraciado” pela vida. Afinal, como dizem, não é bom dar sorte para o azar.
